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A VERDADEIRA AMIZADE - CONFISSÕES DE SANTO AGOSTINHO

É isto o que se ama nos amigos. De tal maneira se amam
que a consciência humana se julga por culpada, se não ama a
quem lhe paga amor com amor, ou se não paga com amor
quem primeiro a amou, só procurando na pessoa do amigo os
sinais exteriores da benevolência. Daqui, esse luto quando
alguém morre, as trevas de dores, o coração umedecido pela
mudança da doçura em angústia e a morte dos vivos pela perda
da vida dos mortos.
Feliz o que Vos ama, feliz o que ama o amigo e Vós, e o
inimigo por amor de Vós.Só não perde nenhum amigo aquele
a quem todos são queridos n‘Aquele que nunca perdemos.E
quem é Esse, senão o nosso Deus, O Deus que criou o céu e a
terra e os enche porque, enchendo-os, os criou?Ninguém Vos
perde, anão ser quem Vos abandona; e, se Vos deixa, para onde
vai, para onde foge, senão de Vós manso, para Vós irado? Onde
é que não encontra, no seu castigo, a vossa lei? “A vossa lei é
a verdade”, e “Vós a mesma verdade”. 

CONFISSÕES DE SANTO AGOSTINHO
A verdadeira Amizade - IV
Artigo recolhido do site:
http://www.jornalparoquiaviva.kit.net/Jornal93.pdf
Edvaldo Rosa
Enviado por Edvaldo Rosa em 11/12/2006
Alterado em 11/12/2006


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Imagem de cabeçalho: Shandi-lee/flickr