Textos


“Lados opostos” - Soneto

A soleira da janela é arrimo ao corpo cansado
Neblina no peito, condensada dor, e letargia
A beleza estonteante do horizonte alaranjado
Era só a evidência de mais uma noite de vigília

E num tempo que tem pressa, a noite se alonga
Trazendo na quietude a sensação de abandono
Do outro lado do vidro, quem a vida prolonga
Sorri, diz que desse lado, um anjo vela seu sono

Anjo... que queria o poder de minar toda dor
Cuja fé vacilante, hoje o faz impotente e vão
Camufla num sorriso o frio alojado no coração

Porque nem todo dia, a alma é leve, e tudo é flor
Nem todo dia se consegue flutuar como pluma
Nem todo dia o sol faz dissipar a densa bruma...

Glória Salles
(ao meu paizinho)

SONETO RECEBIDO EM 10/03/2010 VIA ORKUT


OPOSTOS LADOS... - VERSO BRANCO
 
A vida vai colocando a gente
Em lados aparentemente opostos...
Vai confrontando os rostos,
Fixando mais o olhar da gente,
Depurando os pensamentos,
Tornando nossos sentimentos transparentes!
Estranha é a vida da gente,
Que vivemos por tantos anos...
De repente dá um tranco,
Muda rumos, mostra-nos o diferente!
Opostos lados, mostrando os seus ângulos!
Para no fim deixar em nosso ser,
A sensação do que é viver...
Do que é estar no lugar do outro,
Como ele esteve, no nosso, em algum momento...
E de descoberta em descoberta,
 A nossa história como que desperta!
E descobrimos o que nos torna humanos...
 
Edvaldo Rosa
12/03/2010
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Edvaldo Rosa
Enviado por Edvaldo Rosa em 10/03/2010
Alterado em 12/03/2010


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Imagem de cabeçalho: Shandi-lee/flickr