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JANEIRAS...
Janeiras...

Por Edvaldo Rosa - Brasil

  

I

  

Janeiras, janeiras... Nova esperança, novo alento!

Para todos arrancarei cantos d’alma... Dolentes...

Enquanto o perfume de panelas fumegantes,

Vigiadas pelas merendeiras, vai fazendo morada em meu peito!

  

II

  

É preciso apressar o passo, as Janeiras me chamam...

Quero com elas abrandar almas que sofrem secar seu planto,

Quando ecoar o canto do meu canto!

Molhando, de quando em quando, os lábios, num vinho do porto!

  

  

III

  

Chega a hora das Janeiras, de entoar lindas melodias...

E entre um acorde e outro, vou molhar as palavras,

Com uns bons cálices de vinho do porto...

Para que fiquem ainda mais tenras...

  

IV

  

Vou cantar as Janeiras, na beira das estradas, sob as janelas abertas,

Ouvindo o chiar das panelas, libertando-se por elas,

Vou alimentar as almas dos meus, com nossas melodias...

Com um olho na viola, e o outro no cozido nas panelas chiadeiras!

  

V

  

Janeiras, Janeiras, libertem meu canto,

Dêem asas á minha fé, á minha gratidão,

Á Deus que refaz o tempo do meu tempo na terra,

Avivando a força e a vida em meu coração!

  

VI

  

Esperei ano após ano, as Janeiras...

Onde o canto se fazia fé e festa!

Onde se reuniam famílias inteiras,

Diante de fartas mesas, de comunhão e guloseimas...

  

VII

  

O tempo das Janeiras em nossas vidas, não pode ser passado...

A música lado a lado com uma fé tão imorredoura,

As pessoas irmanadas, em esperanças e felicidade...

Ás Janeiras canto agora, mesmo sozinho, mais um mouse e um teclado!

Edvaldo Rosa
www.sacpaixao.net
05/01/2011



Enviado por Edvaldo Rosa em 05/01/2011




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